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🛡️CGNAT, IPv6 e Logs: Escalabilidade com Segurança para Provedores

🔹 CGNAT na prática

Carrier-Grade NAT

O CGNAT (NAT444) permite que vários clientes compartilhem um único IPv4 público.

Fluxo típico:
Cliente (100.64.0.0/10) → BNG → CGNAT → IPv4 público → Internet

🎯 Por que ele é necessário?

  • Escassez global de IPv4
  • Alto custo de novos blocos
  • Crescimento acelerado da base

📏 Dimensionamento correto (ponto crítico)

Cada IPv4 tem ~64 mil portas.

Se você entrega:

  • 512 portas por cliente → ~125 clientes por IPv4
  • 1.000 portas por cliente → ~64 clientes por IPv4
  • 2.000 portas por cliente → ~32 clientes por IPv4

Perfil residencial médio: 800–1500 portas costuma ser equilibrado.

⚠️ Erros comuns

  • Overbooking agressivo
  • Não monitorar exaustão de portas
  • Misturar perfis corporativos e residenciais no mesmo pool

🌍 IPv6: o que resolve de verdade

IPv6

O IPv6 elimina a necessidade de NAT.

Boas práticas:

  • Entregar /64 por cliente residencial
  • Trabalhar em Dual Stack (IPv4 + IPv6)
  • Priorizar tráfego IPv6 sempre que possível

Quanto mais tráfego sair via IPv6 → menor pressão no CGNAT.


📜 Logging: proteção jurídica obrigatória

Em ambiente CGNAT, IP público sozinho não identifica cliente.

Você deve registrar:

  • IP privado
  • IP público
  • Porta
  • Data e hora exata (NTP sincronizado)

Sem porta + horário preciso, não há rastreabilidade.


🏗 Estrutura ideal de logs

✔ Servidor dedicado
✔ NTP confiável
✔ Storage dimensionado
✔ Política de retenção clara
✔ Teste periódico de recuperação


📊 Estratégia inteligente para 2026

✔ IPv6 nativo obrigatório
✔ CGNAT apenas para IPv4
✔ Blocos de portas bem definidos
✔ Monitoramento constante
✔ Logs centralizados e auditáveis


🎯 Resumo executivo

CGNAT permite crescer.
IPv6 prepara o futuro.
Logs protegem sua operação.

Provedor que domina esses três pontos escala com previsibilidade e segurança.


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